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Anestesia

Anestesia Segura

Tudo o que você precisa saber sobre anestesia sem precisar ter medo dela...

ANTES

 
1. O que é anestesia?

Anestesia é o estado de ausência de dor. Ela pode ser geral, isto é, para o corpo todo, ou parcial, também chamada de regional, quando apenas uma região do corpo é anestesiada. Sob efeito de uma anestesia geral você ficará dormindo; já em uma anestesia regional você poderá ficar dormindo ou acordado, conforme conveniência do caso. Em ambas as situações, o anestesista ou anestesiologista vigiará as funções dos seus órgãos vitais, durante o tempo que se fizer necessário, providenciando para que seu organismo reaja da melhor e mais segura maneira possível.

2. Quem aplica a anestesia?

A anestesia é aplicada por especialistas, que cursaram seis anos da Faculdade de Medicina e mais dois ou três anos de curso de especialização, no mínimo. 
Estes médicos não só aplicam a anestesia, como também cuidam de você durante toda a cirurgia e além dela.
Controlam Pressão arterial, Pulso, Ritmo Cardíaco, Respiração, Temperatura e outras funções orgânicas importantíssimas.
Cuidam de tudo para que você esteja sem sofrimento, seguro e para que o cirurgião possa fazer o trabalho com tranquilidade.
Estará ao seu lado, durante toda a cirurgia, exclusivamente para cuidar de você, mesmo que você não perceba ou não se lembre de nada depois da anestesia.«


3. Quem esclarece você sobre a anestesia?

 Você deve conversar com seu cirurgião sobre a anestesia a ser empregada e, evidentemente, com o anestesiologista que lhe irá administrar a anestesia. Porém, mais importante que isso, é o cuidado que você deve tomar ao receber informações de pessoas não especializadas ou não familiarizadas com os procedimentos cirúrgicos, pois existe ainda muita fantasia e desinformação a respeito de anestesia.

4. Quem escolhe o anestesista?

Você tem o direito de escolher o seu anestesista, como fez com o seu cirurgião. Normalmente, porém, o seu cirurgião já trabalha com anestesiologistas, que o atendem normalmente e conhecem seus métodos e técnicas cirúrgicas próprias, fazendo parte de sua equipe, o que torna o procedimento anestésico-cirúrgico mais seguro. Desta forma, o dia, horário e local de sua cirurgia serão combinados com seu cirurgião que, por sua vez, informará à equipe.


5. Como o paciente deve se preparar para a anestesia?

O anestesiologista faz parte de uma equipe que concentra as
informações médicas a respeito do paciente.
De qualquer maneira, conte sua história ao anestesiologista: seus hábitos, questões médicas de saúde, medicamentos que você toma ou tomou, reações alérgicas a medicamentos e experiências anteriores com o uso de anestésicos. Não deixe de perguntar quais são os exames de laboratório necessários, horário de internação e jejum. Lembre-se: a água está incluída no jejum.
Não deixe de pedir esclarecimento e orientação sobre o tipo de anestesia a que você deverá ser submetido. Isso lhe dará mais segurança e tranqüilidade.
Informe ao médico anestesiologista se você tem, ou já teve, doenças como asma, diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca ou infarto do miocárdio.
Raros são os medicamentos que precisam, temporariamente, ser suspensos, antes da cirurgia. Quem decide isso é o médico anestesiologista!
Se o paciente usa alguma droga ilegal, como cocaína, crack, maconha, faz uso de estimulantes ou anabolizantes, ou ainda é portador de doença infecto-contagiosa, ele não deve deixar de falar com o anestesiologista sobre isso.
Como médico, ele tem obrigação legal de guardar segredo profissional, não só sobre esse assunto, como sobre qualquer outro.
Quanto mais informação você der, melhor!
Com todas as informações a seu respeito, juntos, o anestesiologista e o cirurgião, terão melhores condições de realizar seus trabalhos com sucesso.


6. Como colaborar com o anestesista?

- Não coma ou beba coisa alguma pelo menos oito horas antes de sua cirurgia.
- Evite tranqüilizantes no dia da cirurgia. Eles serão administrados no hospital, como medicação pré-anestésica.
- Não mastigue chicletes ou gomas de mascar antes da cirurgia, pois isto provoca aumento de suco gástrico e ar no estômago, possibilitando também maior incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório.
- Não deixe de tomar os medicamentos de que faz uso regularmente, a não ser por orientação expressa do seu médico. Além destes medicamentos, você deve dizer a seu médico quais outros remédios você tomou recentemente, bem como os que lhe causam alergia.
- Evite ir para a sala de cirurgia usando absorventes internos (OB), lentes de contato, cosméticos ou produtos de beleza, jóias, relógios, pulseiras, brincos, piercing, grampos de cabelo, cílios postiços ou quaisquer outros objetos desnecessários.
- Recomenda-se que você só deverá deixar o hospital na companhia de pessoa maior e responsável.


O DIA

7. Como é a visita do anestesiologista no dia da cirurgia?

Os pacientes, na maioria, chegam ao hospital no dia da cirurgia, quando então refazem contato com o anestesiologista.
Se a operação foi marcada com antecedência, o anestesiologista já deve ter os resultados dos exames necessários, pedidos por ele mesmo ou pelo cirurgião.
Mesmo assim, antes da cirurgia, o anestesiologista fará uma avaliação geral do estado de saúde física e emocional do paciente.
É comum que ele repita perguntas já feitas pelo cirurgião.


8. O paciente pode escolher o tipo de anestesia?

Quem decide é o anestesiologista, a partir das avaliações clínicas e médicas realizadas no paciente.
Ele explicará ao paciente, ou a alguém de sua família, o motivo de sua escolha.
O paciente poderá ser submetido a:
Anestesia Local: uso de anestésico local, aplicado somente no local da cirurgia.
Anestesia Regional: uso de anestésico local em área de abrangência maior em relação à região do corpo onde será realizada a cirurgia (ex.: raquianestesia ou peridural).
Anestesia Geral: o paciente fica inconsciente. Pode ser aplicada por via intramuscular, endovenosa ou inalatória (através da respiração, o anestésico é inalado e entra no organismo pelos pulmões).


DURANTE

9. Quando o paciente pode ficar acordado ou não?

Na anestesia local ou regional, o paciente pode ficar acordado ou não. Em cirurgias rápidas em pacientes calmos, não há necessidade de ficar inconsciente.
Em cirurgias mais longas ou em pacientes mais nervosos, é comum a utilização de sedação, ou seja, o paciente ficará dormindo durante a cirurgia.


10. Quanto tempo dura uma anestesia?

O tempo de duração de uma anestesia deverá ser proporcional ao tempo projetado para a intervenção cirúrgica.
O anestesiologista poderá manter a anestesia por quanto tempo for necessário, através da administração do anestésico, sem interrupção.


11. Como é feito o controle do paciente pelo anestesiologista?

O anestesiologista controla todas as funções vitais do paciente tais como:
1.Nível de consciência.
2.Pressão arterial, freqüência cardíaca, coloração da pele e de mucosas, volume sangüíneo circulante, níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue.
3.Volume respiratório, freqüência respiratória, concentração de oxigênio nos pulmões.
4.Volume urinário.
5.Atividade muscular.
Também é função do anestesiologista diagnosticar e monitorar, constantemente, a situação do paciente durante a cirurgia e contribuir para que o cirurgião se ocupe, exclusivamente, em realizar a cirurgia.

12. Durante a anestesia o anestesiologista pode se ausentar da sala?

Não se deve esquecer que a segurança do paciente está condicionada à permanente vigilância. Por isso, o médico anestesiologista não sai da sala durante uma cirurgia.
O anestesiologista é o responsável pela técnica da anestesia e, portanto, tem que controlá-la, utilizando-se dos diferentes tipos de monitores e instrumentos que permitem constante avaliação clínica do paciente.


DEPOIS

13. Como é a volta do paciente à consciência e à sensibilidade após a anestesia?

O anestesiologista deve observar o paciente até que tenham terminados todos os efeitos relacionados com a anestesia administrada.
Para isto, há um setor especial, onde a maioria dos pacientes permanece após a anestesia e a cirurgia - a Sala de Recuperação Pós-Anestésica - (RPA) - onde o paciente será observado de maneira contínua.


14. Sala de recuperação é sinônimo de complicação?

Não. A Sala de Recuperação permite que o paciente tenha sua pressão arterial, frequência cardíaca, respiração e nível de consciência observados em intervalos regulares.
O tempo que o paciente fica na Sala de Recuperação Pós-Anestésica tem por finalidade observar a resposta da anestesia em relação ao tratamento instituído. Desta forma, é traçado um esquema eficaz para o combate a qualquer dor no pós-operatório.
Na Sala de Recuperação o paciente vai ficar até o médico verificar um quadro de total estabilidade de sua circulação, respiração, nível de consciência e regressão da anestesia. Isto pode demorar de alguns minutos até algumas horas, dependendo da duração, do tipo de anestesia aplicada e de sua sensibilidade individual.

15. Quando o paciente pode ser liberado para casa sem internação?

No caso de pós-operatório de pacientes submetidos a cirurgias ou procedimentos ambulatoriais, o paciente tem alta hospitalar com segurança, após permanecer na Sala de Recuperação por um período de observação. O paciente e seu acompanhante são instruídos em relação a sinais e sintomas que podem ocorrer no pós-operatório.
A indicação da realização de procedimentos ambulatoriais tem normas próprias, por isso, nem todas as operações podem ser programadas desta maneira.
Após a alta hospitalar, não deixe de consultar seu anestesiologista sobre quaisquer dúvidas e ocorrências no seu pós-operatório e no período de recuperação. O anestesiologista sempre estará, disposto a esclarecer suas dúvidas. Se precisar, não deixe de procurá-lo!

16. Como vai se sentir após a anestesia?

O que se vai sentir após a anestesia, como tudo em medicina, depende principalmente de cada indivíduo em particular, além do tipo de cirurgia, do tipo de anestesia, das condições físicas, dos medicamentos que se está tomando, enfim, de múltiplos fatores. Graças às técnicas modernas de anestesia, atualmente muito poucos pacientes chegam a sentir-se realmente mal. No mais das vezes, o que se sente fica restrito a um pouco de frio (porque se perde temperatura no decorrer da cirurgia), que faz surgir um tremor, que é a defesa normal do organismo frente ao frio e que será diminuído com o uso de cobertores e/ou aquecedores.
Ocasionalmente podem ocorrer náuseas, que são controláveis com medicação específica.


17. Qual o risco de uma anestesia?

São raros hoje em dia os acidentes ou complicações de uma anestesia. Com medicamentos, instrumental e técnicas adequadas, o anestesiologista reduz a um mínimo os riscos anestésicos, mas é claro que eles nunca chegam a zero, uma vez que há fatores de risco imponderáveis, ligados não só à anestesia, como à própria operação. O seu médico anestesista sempre empregará todo seu conhecimento médico especializado, além de sua experiência clínica e perícia técnica para o sucesso completo da operação a que você estará se submetendo.

 

Adaptado da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

 

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